Quanto custa o PCMSO em Santos e na Baixada Santista
Se você pesquisou quanto custa o PCMSO, provavelmente encontrou muita página falando do que é o programa e quase nenhuma falando de dinheiro. Isso não é coincidência: o setor de saúde ocupacional trabalha há décadas com orçamento fechado sob consulta, e o comprador acaba comparando propostas sem saber o que está comparando.
Este texto resolve isso. Ele explica o que forma o preço do PCMSO, o que costuma estar escondido na proposta barata e como estimar a sua faixa antes de ligar para qualquer fornecedor.
O PCMSO é cobrado por empresa, não por funcionário
Esse é o primeiro mal-entendido. O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional, exigido pela NR-7) é um documento técnico elaborado e coordenado por médico do trabalho. Ele não é vendido por cabeça: é vendido pela complexidade do que precisa ser analisado.
Duas empresas com trinta funcionários cada podem ter preços bem diferentes. Um escritório de contabilidade com três funções (auxiliar, analista e gerente) e risco baixo dá um programa curto. Uma transportadora com motorista, ajudante, mecânico, conferente e pessoal administrativo, com ruído e movimentação de carga, dá um programa muito maior, com exames diferentes por função.
- Número de funções distintas na empresa, e não número de pessoas
- Grau de risco da atividade principal, de 1 a 4, conforme o CNAE
- Riscos identificados no PGR que exigem controle médico
- Necessidade de monitoramento biológico, comum na indústria química
- Quantidade de unidades ou endereços a cobrir
O que o preço do PCMSO normalmente NÃO inclui
Aqui mora a maior parte das surpresas. O valor do documento raramente inclui a execução dos exames. O PCMSO diz o que precisa ser feito; fazer é outro contrato.
Quando você receber uma proposta, separe mentalmente em três blocos e exija preço para cada um. Proposta que junta tudo em um número único costuma esconder ou a limitação do documento, ou a cobrança futura dos exames.
- Documento PCMSO e relatório analítico anual
- Exames ocupacionais por colaborador (clínico com ASO e complementares)
- PGR, que é exigência separada da NR-1 e base para o próprio PCMSO
A faixa de preço praticada e por que ela varia tanto
Na Baixada Santista, o que se vê no mercado vai de propostas de poucas centenas de reais, para microempresas de risco baixo com pouquíssimas funções, até valores na casa dos milhares para indústrias com dezenas de funções e exposição química.
O intervalo é grande porque o produto não é o mesmo. Um PCMSO de modelo pronto, com riscos copiados de outra empresa, custa pouco para produzir e é entregue em dias. Um PCMSO elaborado a partir do PGR real exige leitura do inventário de riscos, definição de exame por função e acompanhamento ao longo do ano.
Um jeito honesto de comparar: peça as duas propostas e pergunte quais exames cada função vai fazer e por quê. A proposta boa responde olhando o seu risco. A proposta ruim responde com uma tabela igual para todo mundo.
O erro que custa mais caro que o programa inteiro
O PCMSO barato e genérico produz um efeito colateral silencioso: ele manda fazer o exame errado. Aparece gente fazendo audiometria sem nenhuma exposição a ruído, e, pior, gente exposta a ruído sem audiometria nenhuma.
O primeiro caso é dinheiro jogado fora todo ano. O segundo é passivo: se um trabalhador desenvolver perda auditiva e não houver audiometria de referência nem sequencial, a empresa perde a principal prova de que acompanhou a saúde dele.
Vale lembrar que deixar de realizar os exames obrigatórios é classificado pela NR-28 no grau máximo de infração na coluna de Medicina do Trabalho. Não é o tipo de economia que se sustenta.
Como estimar o seu custo antes de pedir orçamento
Você consegue chegar perto sozinho com quatro informações. Junte-as antes de falar com qualquer fornecedor, e a conversa fica muito mais rápida.
Com esses dados, qualquer prestador sério consegue te dar um valor fechado no mesmo dia, sem visita comercial e sem enrolação.
- O CNAE principal da empresa e o grau de risco correspondente
- A lista de funções distintas, com quantas pessoas em cada uma
- Se já existe PGR e quando foi a última revisão
- Se há exposição a ruído, produto químico, altura ou espaço confinado
Quanto a Aptavia cobra
Publicamos o nosso piso porque achamos que o comprador tem direito de comparar antes de conversar: o exame clínico ocupacional com emissão do ASO começa em R$ 60 por colaborador no atendimento feito dentro da sua empresa, em qualquer cidade da Baixada Santista, sem taxa de deslocamento.
O PCMSO em si é orçado pelo número de funções e pelo grau de risco, como explicado acima. Mande o CNAE e o quadro de funções e respondemos com o valor fechado. Se quiser ver a lógica completa dos nossos preços, ela está na página quanto custa.
Perguntas frequentes
Quanto custa o PCMSO para uma empresa pequena?
O PCMSO é orçado por empresa, e não por funcionário: o que pesa é o número de funções distintas e o grau de risco da atividade. Uma empresa de grau de risco 1 ou 2, com três ou quatro funções administrativas, fica na faixa mais baixa do mercado. A conta muda quando há exposição a ruído, agentes químicos ou trabalho em altura, porque o programa passa a exigir controle e exames específicos.
O preço do PCMSO inclui os exames dos funcionários?
Normalmente não. O PCMSO é o documento que define quais exames cada função precisa fazer. Os exames em si (clínico com ASO, audiometria, acuidade visual, laboratoriais) são cobrados por colaborador atendido. Peça sempre o orçamento separado: documento de um lado, exames de outro.
Por que uma proposta é muito mais barata que a outra?
Quase sempre porque uma delas é um modelo pronto com riscos genéricos e a outra foi elaborada a partir do PGR real da empresa. A diferença aparece na fiscalização e no primeiro processo trabalhista, quando alguém compara o PCMSO com o inventário de riscos e com os exames efetivamente realizados.