Pular para o conteúdo
Falar no WhatsApp
Em implantação. Estamos credenciando a rede de médicos do trabalho e concluindo a regularização da empresa. Já recebemos pedidos de proposta e entramos em contato para agendar assim que iniciarmos os atendimentos.

Como escolher uma empresa de medicina do trabalho

Publicado em por Aptavia Medicina do Trabalho

Escolher fornecedor de medicina do trabalho é difícil porque o comprador raramente tem como julgar o produto. Todo mundo promete atendimento rápido, todo mundo diz que faz PCMSO e PGR, e as propostas chegam com números muito diferentes sem explicar por quê.

A saída é trocar impressão por verificação. Os critérios abaixo têm uma coisa em comum: dá para checar cada um antes de assinar, com perguntas objetivas. Nenhum deles depende de acreditar no discurso comercial.

1. Quem é o médico do trabalho que vai coordenar o PCMSO

O PCMSO é coordenado por médico do trabalho, conforme o item 7.4.1 alínea c da NR-7. Existe a exceção do item 7.5.2 para localidades onde não há médico do trabalho disponível, situação que praticamente não se aplica na Baixada Santista.

Pergunte o nome e o CRM da pessoa que vai assinar como coordenadora do seu programa, não da equipe em geral. Esse nome vai aparecer nos ASOs dos seus funcionários e vai ser lido em qualquer perícia futura. Se a resposta for vaga, é um sinal de que o programa sai de uma esteira, e não de uma coordenação real.

2. O PCMSO sai do seu PGR ou de um modelo pronto

Este é o critério que mais separa fornecedor de fornecedor, e ele é fácil de testar. Faça uma pergunta simples: quais exames complementares cada função da minha empresa vai fazer, e por quê?

Quem trabalha a partir do seu inventário de riscos responde olhando as suas funções e cita o risco que justifica cada exame. Quem trabalha com modelo pronto responde com uma tabela igual para todo mundo, geralmente mandando o mesmo pacote para o auxiliar administrativo e para o operador de empilhadeira.

A consequência prática do modelo pronto é dupla. De um lado, exame desnecessário pago todo ano. Do outro, e mais grave, exposição real sem o exame correspondente, o que é justamente o que o auditor procura quando compara o PGR com o PCMSO.

Se o fornecedor consegue te mandar o PCMSO sem nunca ter olhado o seu inventário de riscos, ele não escreveu o seu PCMSO. Ele adaptou o de outra empresa.

3. Prazo de emissão do ASO e o que vem escrito nele

Prazo de ASO é operação pura, e é onde o RH sofre. Pergunte quantos dias úteis levam entre o atendimento e a entrega do documento assinado, e o que acontece quando há complementar, como audiometria ou exame laboratorial, que depende de resultado.

Tão importante quanto o prazo é o conteúdo. O ASO tem conteúdo mínimo definido no item 7.5.19.1 da NR-7 e precisa trazer identificação da empresa e do trabalhador, função, os riscos constantes do PCMSO, o tipo de exame realizado, os exames complementares com data, a conclusão sobre aptidão, o nome e o CRM do médico examinador e do coordenador do PCMSO, e a data.

Peça um modelo em branco ou um exemplo já emitido, com dados ocultados. Compare item por item com essa lista. É o teste mais rápido de qualidade documental que existe e leva dois minutos.

4. De quem é a responsabilidade de enviar o S-2220

Esta pergunta evita a briga mais comum entre RH, contabilidade e clínica. O evento S-2220 tem prazo até o dia 15 do mês seguinte ao da emissão do ASO, e no admissional a contagem parte da data da admissão.

Quem perde o prazo paga. A Portaria MTE 1.131/2025, no artigo 81, fixa multa mínima de R$ 443,97, acrescida de R$ 104,31 por trabalhador com informação omitida ou incorreta, com teto de R$ 44.396,84 e dobra em caso de reincidência.

Existem três arranjos possíveis, e todos funcionam. O que não funciona é o arranjo implícito, em que cada parte acha que a outra está enviando. Exija que o contrato diga, com todas as letras, quem transmite, em qual prazo e como você recebe a confirmação do recibo.

  • A clínica transmite em nome da empresa, com procuração e acesso definidos
  • A clínica entrega o arquivo pronto e a contabilidade transmite
  • A empresa transmite internamente, recebendo o ASO e os dados no prazo combinado

5. Registro da pessoa jurídica no Conselho Regional de Medicina

Serviço médico é atividade regulada. A empresa que presta assistência médica precisa de registro próprio no Conselho Regional de Medicina, com diretor técnico médico responsável. Isso vale para a clínica com endereço fixo e vale para quem atende dentro da empresa cliente.

Peça o número do registro da pessoa jurídica e o nome do diretor técnico. Dá para conferir no site do conselho. É verificação de dois minutos que elimina de cara o fornecedor que opera como intermediário sem estrutura médica própria.

6. Como o fornecedor lida com o que não sabe

Um critério menos óbvio, mas que prevê bem o relacionamento futuro. Faça uma pergunta técnica de borda, daquelas que não têm resposta pronta: se a empresa muda um funcionário de setor, qual exame é devido e quando?

A resposta certa é exame de mudança de riscos ocupacionais, feito antes da data da mudança. Se o fornecedor responde rápido e correto, ótimo. Se responde com honestidade que vai confirmar com o médico coordenador, também ótimo. O sinal ruim é a resposta confiante e errada, ou a resposta que empurra o problema para o cliente decidir.

7. O que pesa menos do que parece

Alguns fatores chamam atenção na apresentação comercial e mudam pouco a qualidade do serviço. Vale conhecer para não decidir por eles.

Portal bonito não substitui ASO completo. Contrato longo não garante prazo. E o preço mais baixo da mesa costuma vir do escopo mais curto, não de eficiência.

  • Sistema com muitas telas, se o dado que o RH precisa continua difícil de extrair
  • Pacote fechado que junta documento e exames em um número único, sem abertura
  • Promessa de prazo que não está escrita no contrato
  • Quantidade de convênios ou de unidades, se nenhuma delas atende a sua cidade

Perguntas para levar à primeira conversa

Junte as verificações acima em uma lista curta e faça as mesmas perguntas para todos os candidatos. A comparação fica objetiva e a conversa deixa de ser sobre simpatia.

Com as respostas na mão, a decisão costuma ficar clara sem precisar de uma segunda reunião. Se ainda restar dúvida sobre formação de preço, veja quanto custa.

  • Qual o nome e o CRM do médico que vai coordenar o meu PCMSO?
  • Vocês elaboram o programa a partir do meu PGR? Posso ver um exemplo de outra empresa do meu setor, com dados ocultados?
  • Em quantos dias sai o ASO, e o que muda quando há complementar?
  • Quem transmite o S-2220 e como recebo a confirmação?
  • Qual o registro da empresa no CRM e quem é o diretor técnico?
  • Se eu trocar de fornecedor, como recebo os prontuários e o histórico?

Sobre a Aptavia

A Aptavia atende in company na Baixada Santista, com médico do trabalho indo até a sua empresa em Santos, São Vicente, Guarujá, Cubatão, Praia Grande, Bertioga, Mongaguá, Itanhaém e Peruíbe. O exame clínico ocupacional com emissão do ASO começa em R$ 60 por colaborador, sem taxa de deslocamento na região, e os complementares são orçados à parte.

Use a lista acima com a gente também. Se preferir falar direto, o contato está aqui.

Perguntas frequentes

Preço é um critério ruim para escolher?

Preço é critério legítimo, desde que você compare o mesmo escopo. O problema aparece quando uma proposta inclui o programa médico, os exames e o envio ao eSocial e a outra inclui só o documento. Peça preço separado para documento, exames por colaborador e responsabilidade pelo envio do S-2220. Com o escopo igualado, comparar valor passa a fazer sentido.

Como confirmo se o fornecedor é regular?

Peça três informações e confira: o nome e o CRM do médico do trabalho que vai coordenar o PCMSO, o registro da pessoa jurídica no Conselho Regional de Medicina com o diretor técnico médico responsável, e um modelo de ASO emitido por eles. Fornecedor regular entrega isso sem hesitar. Quem enrola nessas três perguntas já respondeu a sua dúvida.

Vale a pena trocar de fornecedor no meio do ano?

Vale, desde que a transição seja planejada. O ponto crítico é o acervo: o prontuário médico tem guarda mínima de 20 anos, conforme o item 7.6.1.1 da NR-7, e o histórico do inventário de riscos também precisa ser mantido por 20 anos. Combine por escrito a entrega dos prontuários e dos ASOs antes de encerrar o contrato antigo, senão o buraco aparece anos depois, em perícia.

Precisa resolver isso na sua empresa?

A Aptavia atende dentro da sua empresa em toda a Baixada Santista.

WhatsApp