Quanto custa o PGR
O PGR é o Programa de Gerenciamento de Riscos, exigido pela NR-1, e é o documento que identifica quais são os riscos de verdade na empresa e como controlá-los. Toda empresa precisa ter um. O custo dele não depende de quantos funcionários tem, mas de quantas funções diferentes existem e qual é o grau de risco real de cada uma.
O que é o PGR
O PGR é um inventário de riscos. Você lista cada setor, cada processo, cada função, e para cada um descreve quais são os agentes perigosos que estão ali: ruído, poeira, produto químico, radiação, calor, frio, umidade, trabalho repetitivo, altura, espaço confinado, ou qualquer outro que a Instrução Normativa de SST descreva.
Depois de listar os riscos, você descreve como estão sendo controlados hoje e o que falta fazer. Essa é a base do plano de ação. A NR-1 exige revisão a cada dois anos, ou antes em caso de acidente, doença ocupacional, ou mudança de risco.
Desde 26 de maio de 2026, conforme Portaria MTE 1.419/2024, o PGR passou a incluir também fatores de risco psicossociais. Isso significava que empresas tiveram um período de transição. O período de fiscalização apenas orientativa terminou por volta de 24 de agosto de 2026. De lá para cá, a empresa que não incluir risco psicossocial no PGR pode levar multa.
Quando o custo é menor
Uma empresa pequena, com 10 pessoas em um único escritório, pode ter PGR bem simples. Todas exercem funções administrativas. O risco é baixo. O PGR é um documento enxuto: lista as atividades, aponta que não há exposição a agentes perigosos, que há trabalho em computador então há risco ergonômico, descreve quais são as medidas de prevenção (pausas, avaliação de postos de trabalho), e pronto.
Isso custa bem menos do que o PGR de uma empresa com 50 funcionários espalhados em dez funções diferentes, algumas delas com exposição a ruído, poeira ou produtos químicos.
A NR-7 estabelece os programas de controle médico, e eles são coordenados por médico do trabalho elaborado a partir dos riscos do PGR. Se o PGR é simples, o programa médico também é. Se o PGR aponta muitos riscos em múltiplas funções, o programa médico fica mais complexo.
Quando o custo é maior
Uma fábrica de alimentos, uma gráfica, um depósito de produtos químicos, ou uma construtora têm múltiplos riscos. Cada departamento pode ter risco diferente. O PGR precisa mapeá-los todos com precisão.
Uma fábrica tem uma função de operador de máquina com exposição a ruído, uma função de preparação de matérias-primas com exposição a poeira orgânica, uma função de operador de autoclavo com exposição a calor e vapor. São três funções, cada uma com risco diferente. O PGR precisa detalhar os controles específicos para cada uma.
Nesse caso, o PGR é mais caro porque o trabalho é maior: análise de cada setor, consultoria com pessoal de segurança sobre controles já implementados, elaboração de matriz de risco detalhada, avaliação de exposição com medições (de ruído, poeira, temperatura), tudo bem documentado.
Estrutura do preço do PGR
Um PGR não é "orçado por funcionário". Seria absurdo: uma empresa com 500 pessoas em uma única atividade (call center) tem risco muito mais simples do que uma fábrica pequena com 50 pessoas em dez funções diferentes. O preço é orçado por empresa, conforme número de funções e grau de risco.
Um profissional que cobra para fazer PGR vê: quantas funções precisa analisar, qual é a complexidade de cada uma, há medições de agentes (ruído, poeira, exposição química) ou isso é avaliação qualitativa, há histórico de acidentes ou doenças ocupacionais que precisam ser investigadas, há multas ou embargos da fiscalização anterior.
O documento em si, depois de pronto, fica sendo propriedade da empresa. Pode ser usado para qualquer consultor fazer PCMSO, para qualquer médico do trabalho solicitar exames, para auditorias de cliente, para apresentação em fiscalizações. Um PGR bem feito é ferramenta que a empresa usa o tempo todo.
Tudo isso influencia o escopo e o preço.
PGR errado é mais caro depois
Se o PGR foi feito de forma superficial, como um template genérico preenchido sem análise, a empresa pode descobrir depois que está cometendo erros na gestão de riscos. A fiscalização do Ministério do Trabalho pode apontar que um risco estava mal avaliado ou mal controlado.
O NR-28 estabelece que deixar de realizar exame obrigatório e descumprir prazo ou periodicidade de exame são grau 4, o máximo na coluna de Medicina do Trabalho. Não é multa em torno de um valor. É multa significativa, e pode ser dobrada em caso de reincidência.
Por isso é melhor investir em um PGR bem feito desde o início, conforme o risco real da empresa, do que depois tentar corrigir um PGR genérico que deixou falhas.
A Aptavia elabora o PGR conforme número de funções e grau de risco, baseado em análise técnica rigorosa. Depois que o PGR está pronto, ele fundamenta os programas de exame clínico e complementares. O resultado é que a empresa sabe exatamente quais são seus riscos e qual é a resposta apropriada, com custo justo. Solicite um orçamento e explique qual é o perfil da sua empresa.