Quanto custa o exame admissional
O exame admissional é o primeiro exame ocupacional que um novo funcionário faz, e acontece antes que ele assuma as atividades, conforme a NR-7. É exame clínico com avaliação médica, emissão de ASO, e tudo deve estar pronto no mesmo dia. O custo varia conforme o que o programa de saúde ocupacional da empresa exige, mas tem um piso bem definido.
O preço do exame clínico sem complementares
O exame clínico ocupacional com emissão do ASO custa a partir de R$ 60 por colaborador no atendimento in company na Baixada Santista, sem taxa de deslocamento. Essa é a base. O que inclui: avaliação clínica feita por médico do trabalho, revisão da anamnese (histórico de saúde e ocupacional), constatação de apto ou inapto para a função, e a emissão do Atestado de Saúde Ocupacional, ou ASO.
O ASO contém o que obriga a NR-7, item 7.5.19.1: identificação da empresa e do trabalhador, função, riscos do PCMSO da empresa, tipo de exame realizado, data, nome e CRM do médico examinador e do coordenador do PCMSO. Não contém diagnóstico. É um documento que serve para a empresa registrar no e-Social e manter em prontuário.
Algumas empresas usam tablet ou QR code no celular do trabalhador para coletar a anamnese antes do exame, o que economiza tempo no consultório. Outras preenchem tudo no papel. O resultado é o mesmo: um exame clínico ocupacional documentado.
A plataforma de medicine do trabalho registra tudo no prontuário digital do trabalhador, que fica armazenado de forma segura conforme exigências de sigilo médico. Esse prontuário é obrigado pela NR-7 e precisa ser mantido pelo menos por 20 anos. Tendo prontuário digital desde a admissão, a empresa facilita auditorias futuras, renovações de PCMSO, investigações de doenças ocupacionais, e até defesa em fiscalizações.
Quando precisa de exame complementar
Os complementares entram quando o PCMSO da empresa exige. Eles são orçados à parte.
A audiometria, por exemplo, é exigida quando há risco de exposição a ruído, conforme NR-7 Anexo II. Precisa de cabine audiométrica conforme a norma ISO 8253-1, aferição acústica anual da cabine, repouso auditivo de 14 horas antes do exame, e execução por médico ou fonoaudiólogo. Isso custa diferente de R$ 60, porque exige equipamento e ambiente especial.
Espirometria (teste de função pulmonar) é obrigatória no admissional só se o trabalhador vai lidar com poeiras minerais ou precisa usar proteção respiratória, conforme NR-7 Anexo III.
Monitoramento biológico (coleta de sangue ou urina para verificar exposição a substâncias químicas) é exigido quando há contato com agentes químicos que exigem monitoramento periódico, conforme NR-7.
Toxicológico de motorista (categorias C, D e E) é obrigatório antes da admissão conforme Portaria MTE 612/2024, custeado pelo empregador, e exige laboratório com acreditação ISO 17025.
Todos esses complementares custam diferente, e nenhum deles é obrigatório de forma universal. Só se o risco existe na função específica que o trabalhador vai exercer.
Como a empresa reduz custos sem cortar segurança
Muita empresa admite gente todos os dias e acaba achando que precisa fazer uma bateria inteira de exames no primeiro dia. Não precisa. O tempo para fazer exames pode ser otimizado, agrupando novos funcionários no mesmo dia quando possível.
O que a NR-7 realmente diz é que exames complementares do admissional podem ser aproveitados se realizados até 90 dias antes, a critério do médico (item 7.5.17). Isso significa que se o candidato fez uma audiometria há 60 dias em outro lugar, e há laudo confiável, aquilo pode servir para o admissional da nova empresa, se o risco for parecido.
Isso reduz custo. A empresa não paga para repetir um exame recente que já foi feito com rigor.
Também é possível estimar qual é o risco de verdade e não aplicar complementares que não fazem sentido para a função. Uma pessoa que vai trabalhar em administrativo não precisa de espirometria. Uma empresa de consultoria não precisa de monitoramento biológico. Se o PCMSO foi bem feito a partir do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), isso fica claro e a admissão fica só no exame clínico, sem complementares desnecessários.
Alguns complementares podem ser adiados. A NR-7 permite que exames realizados até 90 dias antes sejam aproveitados, o que significa que certos testes podem ser agendados para depois se necessário, sem prejudicar o cumprimento legal.
O que afeta o preço além do exame
A Aptavia realiza o atendimento dentro da empresa, no local de trabalho do novo funcionário. Por isso não há taxa de deslocamento na Baixada Santista. A equipe leva a estrutura do exame até a empresa e emite o ASO no mesmo dia.
Algumas empresas colocam vários novos funcionários no mesmo dia. Nesse caso é possível otimizar o tempo e fazer um atendimento mais eficiente.
A plataforma própria da Aptavia gera o evento S-2220 do e-Social automaticamente. Esse evento é obrigatório conforme a Portaria MTE 1.131/2025, deve ser enviado até o dia 15 do mês seguinte ao da emissão do ASO, e contém informações sobre monitoramento de saúde. Se a plataforma não gera automaticamente, alguém na empresa precisa digitar tudo manualmente depois, o que custa tempo interno.
O exame admissional na Aptavia sai do pré-exame até o ASO pronto no mesmo dia. Para solicitar orçamento e entender exatamente qual é o valor para o seu perfil de empresa, basta entrar em contato com a equipe.