Quanto custa manter SST em dia numa empresa pequena
Uma empresa pequena, com 15 a 30 funcionários, pode calcular o custo anual de SST (Saúde e Segurança do Trabalho) de forma bem concreta. Não é "um percentual do faturamento" nem uma estimativa vaga. É a soma de documentos e exames que a lei exige. O resultado costuma ser mais acessível do que a maioria das empresas pensa quando descobre que está inadimplente há anos.
O que entra na conta anual
Uma empresa que ainda não tem nada precisa primeiro de um PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos), exigido pela NR-1. Esse é um custo inicial, não anual. Depois disso, os custos anuais são:
**Exame clínico anual**: para funcionários novos (admissional), para funcionários que continham (periódico), e para funcionários que saem (demissional). Se a empresa tem 20 pessoas e nenhuma delas está em risco ocupacional, os exames periódicos são bienais, não anuais. O ASO custa a partir de R$ 60 por colaborador. Se ninguém entrou, ninguém saiu, e a maioria fez exame ano passado, o custo anual é só o admissional dos novos (normalmente poucos em empresa pequena).
**Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO)**: é um programa, não um exame. Precisa ser mantido atualizado. Se a empresa ainda não tem um feito por profissional qualificado, precisa de investimento. Se já tem e só precisa revisar, o custo é menor. O PCMSO de uma empresa pequena, sem riscos ocupacionais relevantes, é um documento enxuto.
**Registro e evento no e-Social**: toda empresa precisa registrar o ASO e os eventos de saúde no e-Social conforme Portaria MTE 1.131/2025. O evento S-2220 (monitoramento da saúde) precisa ser registrado até o dia 15 do mês seguinte ao da emissão do ASO. Muitas empresas fazem isso manualmente, o que custa tempo (horas de RH digitando). Se a plataforma de medicina ocupacional gera automaticamente, economiza aquele trabalho.
**Exame complementar conforme necessário**: se o PGR apontar exposição a agente específico, há custo extra. Uma empresa de serviços administrativos não tem. Uma empresa que começou a fazer trabalho em altura precisa de exame específico para aptidão em trabalho em altura, conforme NR-35.
Estimativa concreta de empresa muito pequena
Suponha uma empresa com 10 pessoas, todas administrativas, risco baixo, sem rotatividade (mesmas pessoas ano passado, espera-se que continuem).
Custo da documentação inicial (PGR): feito uma vez, quando não existe.
Custo anual recorrente:
Total anual simples: o custo anual depende do número de funções, do grau de risco e dos exames complementares exigidos pelo PCMSO. Menos no ano em que não precisa fazer periódico.
- Exame periódico bienal: se fizeram ano passado, este ano não precisam. Próximo ano faz de novo (metade das pessoas). O custo depende do número de funcionários avaliados, sendo que o ASO começa a partir de R$ 60 por colaborador.
- Programa de Controle Médico (PCMSO): revisão anual simples de documento que já existe, custeio moderado.
- Evento S-2220 no e-Social: se o software da medicina ocupacional gera automaticamente, é zero custo. Se não gera, alguém digita manualmente.
- Complementares: zero, porque não há risco.
- Treinamento de CIPA: a NR-5 exige. Uma sessão anual para o CIPEIRO (responsável na empresa).
Empresa pequena com algum risco ocupacional
Suponha uma empresa com 20 pessoas: 10 administrativas e 10 em operações de galpão (manuseio de produtos). Há risco ergonômico e eventual exposição a agentes químicos leves.
Custo anual:
Total anual: o custo anual depende do número de funções, do grau de risco e dos exames complementares exigidos pelo PCMSO.
- Exame periódico: custo varia conforme o número de pessoas. Anualmente para os 10 em operações (que têm risco). Os 10 administrativos fazem a cada dois anos. Custo modulado pela média de expostos no período.
- Audiometria: se há ruído no galpão, sim. Custeio orçado à parte conforme necessidade.
- PCMSO: mais complexo porque tem duas populações com risco diferente. Custeio moderado a elevado.
- Evento S-2220: automatizado ou manual conforme plataforma.
- Laudo de risco (NR-17): avaliação ergonômica preliminar conforme NR-17, que é obrigatória. Orçado à parte.
- Treinamento CIPA: custeio moderado a elevado conforme duração.
O custo de não fazer
A Lei 8.213/1991 (art. 58) exige que trabalhador com exposição tenha documentação. A CLT (art. 168) exige que empresa realize exames ocupacionais conforme NR-7. A NR-1 exige PGR.
Deixar de fazer custo nada. Fiscalização pode resultar em multa. A Portaria MTE 1.131/2025, artigo 81, estabelece multa mínima de R$ 443,97, mais R$ 104,31 por trabalhador com informação omitida ou incorreta, máximo de R$ 44.396,84. Em caso de reincidência, dobra.
Uma empresa que deixa de fazer exame periódico obrigatório e é pega na fiscalização vai pagar multa muito maior do que o custo anual de manter SST em dia.
Como reduzir custo sem cortar segurança
Primeiro, mapeie o risco corretamente no PGR. Se não há risco real, não gaste dinheiro em exame desnecessário.
Segundo, se há rotatividade alta de funcionários, dimensione o custo de admissional. Senão gaste em periódico.
Terceiro, agrupe os exames de admissional no mesmo dia para otimizar tempo de equipe.
Quarto, use uma plataforma que gera eventos do e-Social automaticamente. Economiza hora de RH.
A Aptavia mantém exame clínico ocupacional com ASO a partir de R$ 60 por colaborador no atendimento in company na Baixada Santista. O PCMSO é orçado conforme o risco real da empresa. Solicite um orçamento completo listando número de funcionários e funções.