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Em implantação. Estamos credenciando a rede de médicos do trabalho e concluindo a regularização da empresa. Já recebemos pedidos de proposta e entramos em contato para agendar assim que iniciarmos os atendimentos.

O que pedir num orçamento de medicina do trabalho

Publicado em por Aptavia Medicina do Trabalho

Orçamento fechado em uma linha é bandeira vermelha. Medicina do trabalho é montagem de peças: exame clínico, complementares, documentos. Cada uma tem tabela, periodicidade e condição. Se o fornecedor não detalha, você não sabe o que está pagando nem aonde reclamar se sair errado.

Exame clínico ocupacional: a base

Sempre deve estar separado: exame clínico ocupacional com emissão do ASO. Preço por colaborador, valor unitário claro. Isso inclui anamnese, exame físico, avaliação de aptidão e o documento que sai assinado.

Preste atenção se o orçamento diz "exame clínico" ou se diz "exame clínico + ASO". ASO é o documento mesmo. NR-7 exige que o ASO seja emitido. Sem ASO, não tem exame válido. O fornecedor que cobra separado por ASO está tentando aumentar a conta disfarçado.

Peça o valor por pessoa para admissional, periódico e demissional. Pode ser o mesmo valor ou diferente, mas tem que estar separado. Demissional, por exemplo, tem prazo de até 10 dias do término do contrato e pode usar resultado de exame anterior se este tiver menos de 135 dias (para grau de risco 1 e 2) ou menos de 90 dias (para risco 3 e 4). Isso pode mudar o preço.

Peça se inclui ou não taxa de deslocamento. Se é in company, não deve ter taxa de deslocamento (a menos que seja fora da região de atuação).

Complementares: discriminar por tipo

Audiometria tem valor. Espirometria tem valor. Monitoramento biológico tem valor. Cada um vira linha no orçamento.

Audiometria é exigida para quem tem exposição ao ruído. Exige cabine audiométrica (ISO 8253-1), aferição acústica anual, repouso auditivo de 14 horas antes do exame. Valor unitário, e peça se inclui cabine ou se precisa da sua.

Espirometria é para exposição a poeiras minerais ou proteção respiratória (NR-7, Anexo III). Valor unitário. Peça o equipamento, se calibrado anualmente, quem faz manutenção.

Monitoramento biológico é conforme exposição a agentes químicos. Coleta a cada seis meses, com margem de 45 dias mediante justificativa técnica. Peça o valor por coleta e se vem incluído resultado laboratorial ou se a empresa coleta e o laboratório é por conta própria.

Exame toxicológico para motorista (categorias C, D e E): Portaria MTE 612/2024 exige antes da admissão, periodicamente no mínimo a cada 2 anos e 6 meses, e no desligamento. Custeado pelo empregador. Laboratório com acreditação ISO 17025. Valor unitário, peça quem faz e se tem certificação.

Não deixe complementar virar pacote fechado. Se o fornecedor quer cobrar audiometria de todos, peça que detalhe quem precisa segundo o PGR. Se ninguém está exposto a ruído, audiometria não é obrigatória.

PCMSO: coordenação e relatório

PCMSO é obrigatório por NR-7. Coordenado por médico do trabalho. Precisa ser baseado nos riscos do PGR. Anualmente vira um relatório analítico, mas dispensa para grau de risco 1 e 2 com até 25 empregados.

Orçamento precisa separar o custo de coordenação (que é contínuo) do relatório (que é anual, se aplicável). Peça se a coordenação inclui revisão de riscos junto com o PGR ou se é apenas administrativo.

Se a empresa tem até 25 empregados e risco baixo, PCMSO existe mas sem relatório anual. Peça confirmação disso no orçamento.

PGR: levantamento e revisão

PGR é obrigatório por NR-1. Inventário de riscos e plano de ação. Desde 26/05/2026, inclui fatores de risco psicossociais (Portaria MTE 1.419/2024).

Se você nunca fez PGR, é levantamento inicial: visita, entrevistas, mapeamento de riscos, relatório. Tem custo fixo.

Se você já tem PGR, precisa revisar a cada 2 anos ou antes se houver acidente, doença ou mudança de risco. Revisão é menos trabalhosa que levantamento inicial, mas tem custo.

Peça se o orçamento de medicina do trabalho inclui PGR ou se é adicional. Se a empresa não tem PGR, ninguém deveria assinar o PCMSO como coordenador, porque o PCMSO precisa ser baseado nos riscos do PGR.

Documentos auxiliares: LTCAT, laudo de insalubridade

LTCAT (Laudo Técnico de Condições Ambientais do Trabalho) é exigido pela Lei 8.213/1991, artigo 58. Assinado por médico do trabalho ou engenheiro de segurança. Embasa o PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) e a aposentadoria especial.

Laudo de insalubridade e periculosidade (CLT artigo 195) é perícia feita por médico do trabalho ou engenheiro do trabalho. Exigido se alguma atividade se enquadra em NR-15 ou NR-16.

Se a empresa tem atividade insalubre ou perigosa, peça LTCAT separado do orçamento. Se não tem, não é necessário. Não deixe o fornecedor vender como obrigatório para todos.

Avaliação ergonômica: NR-17

NR-17 exige avaliação ergonômica preliminar, obrigatória. Se há situação onde a saúde do trabalhador está em risco ou há relato de incômodo, análise ergonômica do trabalho (mais profunda) vira necessária.

Avaliação preliminar tem valor. Análise ergonômica tem valor maior. Peça se está incluída no PCMSO ou se é adicional.

Requisitos especiais: altura, eletricidade, espaço confinado

NR-35 (trabalho em altura), NR-33 (espaço confinado) e NR-10 (eletricidade) exigem aptidão específica declarada no ASO. Se a empresa tem funções que se enquadram, o médico precisa avaliar e declarar no documento.

Não é exame adicional, mas é anotação no ASO que aumenta responsabilidade do médico. Peça que seja listado se a sua empresa tem essas funções.

Prazos de entrega

Exame sai no mesmo dia? Ou demora uma semana? ASO digital ou impresso? Resultado em portal ou por e-mail? Relatório de PCMSO quando fica pronto? Tudo isso é informação que tem que estar no orçamento.

Se a empresa faz turma de 50 pessoas, um prazo é um. Se é uma pessoa isolada, pode ser outro.

Plataforma e registro no e-Social

Peça se a empresa oferece plataforma de prontuário digital. Se oferece, qual é a interface: tablet no consultório, QR code para o trabalhador, portal de acesso para RH.

Peça se o evento S-2220 sai automático ou se precisa entrada manual. Portaria MTE 612/2024 desobrigou o envio manual, então é um diferencial.

Contato e revisão

Peça contato direto com o médico para esclarecimento de dúvidas sobre exposição, risco e complementar. Se o fornecedor quer todas as decisões passarem por um intermediário, cuidado.

Peça permissão para rever o orçamento se houver mudança na empresa: novos riscos, redução de pessoal, parada de atividade. Orçamento é vivo, não estático.

A Aptavia orça separado cada componente e responde sobre cada linha. Peça orçamento detalhado.

Perguntas frequentes

PCMSO e PGR são iguais?

Não. PGR é inventário de riscos (NR-1). PCMSO é programa de saúde ocupacional baseado nesses riscos (NR-7). Andam juntos, mas são documentos diferentes.

Complementar obrigatório é só audiometria?

Não. Depende dos riscos do PGR. Se exposição a poeira, espirometria. Se agente químico, monitoramento biológico. Se motorista, toxicológico. O PGR diz.

Posso renegociar orçamento se aumentou o número de funcionários?

Sim. Orçamento inicial é base, mas mudança no pessoal ou risco requer reavaliação. Peça revisão.

Precisa resolver isso na sua empresa?

A Aptavia atende dentro da sua empresa em toda a Baixada Santista.

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