Pular para o conteúdo
Falar no WhatsApp
Em implantação. Estamos credenciando a rede de médicos do trabalho e concluindo a regularização da empresa. Já recebemos pedidos de proposta e entramos em contato para agendar assim que iniciarmos os atendimentos.

Asma ocupacional: como prevenir e o que a empresa precisa registrar

Publicado em por Aptavia Medicina do Trabalho

Asma ocupacional é doença pulmonar causada pela inalação repetida de substâncias irritantes ou alergênicas no trabalho. O trabalhador começa a tossir, a sentir falta de ar, aperto no peito, especialmente ao fim da jornada. Se continua exposto, os episódios ficam mais frequentes e mais severos. Setores como panificação, moagem de grãos, indústria química, saúde, limpeza pesada e construção civil expostos a pó de sílica ou cal têm risco alto. A asma ocupacional é irreversível se a exposição continuar. A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais.

Como a asma ocupacional aparece

A exposição ocorre por inalação. Poeira de trigo em panificação, farinha em moagem, pó de sílica em construção, solventes em pintura, cloro em limpeza, ou látex em saúde. O pulmão tenta defender-se inflamando as vias aéreas, contraindo musculatura bronquial. Na pessoa sem predisposição, uma exposição aguda causa tosse passageira. Mas a exposição crônica leva a inflamação permanente e hiperreatividade das vias aéreas. Aí qualquer partícula vai desencadear crise.

O risco é maior em pessoas com predisposição alérgica ou asma pré-existente leve. Mas pessoas sem histórico de asma podem desenvolver a doença apenas pelo trabalho. A NR-7, Anexo III, exige espirometria para quem trabalha com exposição a poeiras minerais ou que usa equipamento de proteção respiratória. A espirometria mostra se a função pulmonar está reduzida.

Se há risco de inalação de poeira ou gases irritantes, a empresa precisa medir a concentração no ar. Isso entra no PGR como avaliação ambiental. Se a concentração é alta, a solução é reduzir na fonte, melhorar ventilação, ou fornecer respirador. Respirador que não é usado corretamente não protege.

Asma ocupacional é prevenível com proteção respiratória adequada e exposição controlada.

O papel da espirometria periódica

A espirometria é um teste simples: o trabalhador respira fundo em um tubo, o equipamento mede quanto ar ele consegue expirar em um segundo, entre outras variáveis. O resultado mostra se há obstrução ao fluxo aéreo, compatível com asma. A NR-7, Anexo III, exige espirometria na admissão e periodicamente para quem tem exposição a poeiras minerais.

Se o exame inicial de admissão mostra função pulmonar normal, e dois anos depois mostra redução, há evidência de que algo no trabalho afetou. Se continuar no mesmo setor e fazer nova espirometria em cinco anos mostrando piora ainda maior, a progressão aponta para doença ocupacional.

O médico ocupacional interpreta a espirometria no contexto do trabalhador: idade, histórico de tabagismo, ocupação, sintomas respiratórios. Uma queda pequena em alguém com 60 anos pode ser normal. Uma queda grande em alguém com 30 anos em trabalho de poeira é sinal de doença. Tudo registra-se no ASO.

Sintomas e quando suspeitar

Tosse seca que piora ao fim da jornada, falta de ar ao subir escadas, aperto no peito, sibilância (chiado) durante trabalho. Alguns trabalhadores confundem com resfriado recorrente e demoram a procurar avaliação ocupacional. O detalhe que delata asma ocupacional: melhora no fim de semana ou em férias, volta quando retorna ao trabalho. Se o trabalhador sente falta de ar só no trabalho e melhora em casa, é ocupacional até prova contrária.

Se um trabalhador relata esses sintomas no exame periódico, o médico ocupa tempo perguntando: quando começou, que situação piora, se usa medicação, se fez teste de alergia. Se há suspeita, pode solicitar espirometria de novo ou avaliar com especialista.

Prevenção na prática

Fornecimento de equipamento de proteção respiratória é obrigatório se há risco. Pode ser máscara simples de pano para pó grosseiro, ou respirador com filtro para exposição a pó fino ou solvente. O trabalhador precisa ser treinado a colocar corretamente, ajustar a selagem, remover sem contaminar-se. Respirador que fica solto no rosto não protege nada.

Controle de exposição na fonte funciona melhor: captura de pó com exaustor, ventilação da área, umidificação de material para evitar pó. Se o setor de panificação tem máquina com coifa que captura pó antes de sair, a exposição cai drasticamente. Pausa para respirar ar limpo também ajuda.

Quando é doença ocupacional

Se o trabalhador desenvolve asma diagnosticada após meses ou anos de exposição, e há compatibilidade com risco ocupacional, é doença ocupacional. A CAT é registrada dentro do primeiro dia útil de diagnóstico. Asma ocupacional geralmente exige afastamento da exposição ou realocação para outro setor se quiser continuar trabalhando.

O desafio é distinguir asma pré-existente que piorou com trabalho, de asma causada por trabalho. O médico avalia história, dados da espirometria, cronologia. Se a asma começou bem após entrada no setor de risco, o nexo é forte.

Documentação e gestão no e-Social

Se diagnosticada asma ocupacional, o S-2220 vai registrar. Se há restrição de função ou afastamento, o código reflete. O e-Social é seu registro de que você identificou, documentou, e comunicou. Omissão de informação gera multa.

O prontuário fica 20 anos. Se você tem registro de espirometria normal em ano 1, redução em ano 3, piora em ano 5, você tem sequência que apoia nexo ocupacional.

O que fazer agora

Se seu setor tem exposição a poeira ou gases, certifique-se que espirometria está sendo feita conforme NR-7. Revise se respiradores são fornecidos, se o treinamento de uso está documentado, e se a selagem é verificada. Pergunte durante o periódico sobre tosse ou falta de ar. Se alguém relata sintomas compatíveis, solicite espirometria sem demora.

A Aptavia realiza espirometria em sua empresa na Baixada Santista, conforme NR-7 Anexo III, com equipamento calibrado e profissional treinado. O resultado integra o ASO e o pronunciário do trabalhador. Se há suspeita de asma ocupacional, oferecemos análise de risco respiratório para seu programa. Agende uma avaliação para proteger seus colaboradores respiradores.

Precisa resolver isso na sua empresa?

A Aptavia atende dentro da sua empresa em toda a Baixada Santista.

WhatsApp